sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minha saudade em verso (À "Serestas na Comunidade")

Minha saudade em verso (À "Serestas na Comunidade")


Em pleno sertão, onde tudo é silêncio
Me ponho apensar e seguir para longe
De volta a meu berço, tal e qual um monge
Em seus devaneios de um banzo imenso.


Voltei pela mente ao meu Rio de Janeiro,
Saudade levou-me a um pedaço do céu
Meu doce recanto,Morro do Borel
Da arte e poesia, um grande celeiro.


Recordo a voz do amigo Jorge Neto
Que ecoava nos alto-falantes do morro;
Solidário, ia sempre em socorro
De quem não tivesse pão nem afeto.


Num fim de semana adequado
(Uma sexta-feira por mês)
Ele, mais um grupo de seis
Preparavam-se para um evento esperado


Valdê, eterno seresteiro
preparava seu instrumento
Com Zé do Banjo, outro talento
Das "cordas de couro de carneiro"


Tavinho, um astro de dom incrível
Cuidava da nossa culinária
E também selecionava várias
Canções para um cantor sensível


As musas também lá estavam:
Ruth, a dama de uma voz quente
Que inspira e apaixona a gente, 
Até os que ali cantavam.


valda, outra grande estrela
dos versos, do verbo e da voz
Que encantava a todos nós,
Pois no palco queríamos vê-la.


No meio destes talentos
(Apesar de mais jovem, é verdade!)
Participei de cada evento


Mesmo até com pouca idade
Não esqueço um só momento
Do "Serestas na Comunidade".


(escrita em 26/12/2008)