segunda-feira, 22 de maio de 2017

QUEM SOU? - OUTRO ACRÓSTICO

Quem sou?

Feliz daquele que pode
Reiniciar após dez anos
Aceitar bem os seus planos
Nunca desistir de um ideal
Conhecer alguém é até normal
Ignorar quando dizem: 'pare aí'
Seguir em frente com vontade, seguir
Como se a vida não parasse agora
Onde viver pra mim é toda hora...

...Esse sou eu!

F. S. -17/10/2008

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Minha saudade em verso (À "Serestas na Comunidade")

Minha saudade em verso (À "Serestas na Comunidade")


Em pleno sertão, onde tudo é silêncio
Me ponho apensar e seguir para longe
De volta a meu berço, tal e qual um monge
Em seus devaneios de um banzo imenso.


Voltei pela mente ao meu Rio de Janeiro,
Saudade levou-me a um pedaço do céu
Meu doce recanto,Morro do Borel
Da arte e poesia, um grande celeiro.


Recordo a voz do amigo Jorge Neto
Que ecoava nos alto-falantes do morro;
Solidário, ia sempre em socorro
De quem não tivesse pão nem afeto.


Num fim de semana adequado
(Uma sexta-feira por mês)
Ele, mais um grupo de seis
Preparavam-se para um evento esperado


Valdê, eterno seresteiro
preparava seu instrumento
Com Zé do Banjo, outro talento
Das "cordas de couro de carneiro"


Tavinho, um astro de dom incrível
Cuidava da nossa culinária
E também selecionava várias
Canções para um cantor sensível


As musas também lá estavam:
Ruth, a dama de uma voz quente
Que inspira e apaixona a gente, 
Até os que ali cantavam.


valda, outra grande estrela
dos versos, do verbo e da voz
Que encantava a todos nós,
Pois no palco queríamos vê-la.


No meio destes talentos
(Apesar de mais jovem, é verdade!)
Participei de cada evento


Mesmo até com pouca idade
Não esqueço um só momento
Do "Serestas na Comunidade".


(escrita em 26/12/2008)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

... É Lembrança do Amor Que Ficou

... É Lembrança do Amor Que Ficou


Ao tentar fechar os meus olhos
Invade o meu peito a saudade
Num quarto de hotel já bem tarde
Despida em meus braços
Ardentes abraços, murmúrios e sonhos

Teus lábios sugavam-me néscios
Enquanto meu corpo incendeia
Aprisionando-me em cadeias
Me enchendo de planos
Orgasmos insanos de sonhos

Eu quero apagar essa história
Limpar por completo a memória
E mesmo que eu sofra de novo
Não tenho mais escapatória

(Francisco Silva – 28/06/2011; 02h10min a.m)Amo a su hija senor

sábado, 26 de fevereiro de 2011

Poema: La Vejez

La Vejez (A Velhice)

Cuando pienso que un día
Puedo no erigir miis brazos
En un fraternal abrazo
Cuanto tantos recibia

Que no más caminaria
Con el mismo vigor antíguo
Qué mis ojos, hasta hoy conmigo
Abiertos e vivos, cerraría

No tengo tristeza en piensar
Pués cuando la vejez llegar
Cierto estoy qué mucho hice

Abrazé los amigos, caminé,
Ojé el horizonte y alla diré
!Como fuera tan feliz!



Tradução:

Quando penso que um dia
Posso ñao erguer meus braços
Em um fraternal abraço
Quanto tantos receberia


Que não mais caminharia
Com o mesmo vigor de outrora
Que meus olhos como agora
Abertos e vivos fecharia


Não tenho tristeza em pensar
Pois quando a velhice chegar
Certo estou que muito fiz


Abracei amigos, caminhei
Olhei o horizonte, e lá direi
"Como eu fui taõ feliz!"


Em 11/05/2005

Poesia.Sétimas do Matuto Logrado..

Sétimas do Matuto Logrado
Francisco Silva

Não se assuste,seu "dotô"
Se sou "mêi" desajeitado
Se meu "linguajá" é franco
Não me ponha este pecado
Apenas pra "sê" sincero
Seu "dotô", o que mais quero,
É "num" "sê" mais enganado.

Me "disculpe", seu "dotô"
S'eu falo "deseducado",
Mesmo usando minhas "fala"
De modo desordenado.
S'eu sofro de fome e sede,
de falta de teto e rede,
O "dotô" é mais culpado.